sexta-feira, 13 de junho de 2014

10 Maneiras de Preparar Novas Gerações para a Vida

10 maneiras de preparar novas gerações para a vida

Psicóloga Fernanda Furia dá dicas de como desenvolver em crianças habilidades para lidar com desafios, dificuldades e conquistas
Quando se pensa em crianças e adolescentes atualmente, as notícias nem sempre são boas. Cresceu o número de atendimentos psicológicos, aumentaram os casos de distúrbios de comportamento e de depressão infantojuvenil e subiu o nível de desemprego entre os jovens em vários países do mundo.
Diante dessa realidade, uma pergunta nos inquieta: como preparar as nossas crianças para viver em um mundo tão complexo?
deviantART / Fotolia.com
  Elas precisam desenvolver desde cedo capacidades específicas como consciência e autocontrole das emoções, resiliência, capacidade de resolver problemas, organização e paciência. Esses são alguns exemplos das chamadas habilidades socioemocionais, também conhecidas como competências para o século 21 ou capacidades não cognitivas. É esse conjunto de habilidades que realmente conta quando a vida nos desafia, nos machuca e nos presenteia também.
O mundo mudou profundamente e uma onda de novas possibilidades já chegou. A maneira de aprender e de ensinar está mudando, o nosso jeito de trabalhar está se transformando e a nossa visão sobre o que é necessário para lidar com a vida está se atualizando.
Veja 10 formas de preparar novas gerações para a vida:
1- Conscientizar adultos e crianças sobre o impacto das emoções em decisões
Infelizmente, os adultos de maneira geral não têm consciência da importância e do impacto que as emoções têm no cotidiano.  Querendo ou não elas interferem nas nossas decisões e influenciam o nosso futuro. Aprender o b-a-ba das emoções é como se alfabetizar para a vida.
Conhecer a enorme gama de diferentes sentimentos, dar nome a eles, controlar as emoções e ser capaz de perceber os sentimentos das outras pessoas é a base para todas as relações humanas.
Muitas escolas já trabalham algumas questões emocionais, mas isso acontece sem um objetivo claro e sem necessariamente uma integração com situações da vida real. Campanhas sociais, ações variadas e programas educacionais em escolas públicas e privadas são maneiras de criar essa consciência nas pessoas. Uma iniciativa de sucesso é o programa Ruler, da Universidade de Yale, que atua em várias escolas no Canadá, Austrália, Inglaterra e Estados Unidos.
2- Estimular o brincar
Você sabia que brincar tem um objetivo? Stuart Brown, psiquiatra e fundador do National Institute for Play, se dedica há anos à importância do brincar. Ele estudou o impacto da privação do brincar em criminosos em série e o papel do brincar em diversas espécies animais.
Conclusão: brincar tem uma função biológica e social de sobrevivência. Os animais predadores brincam de lutar e de observar um ao outro, capacidades fundamentais na hora da caça. As crianças brincam para ensaiar habilidades que serão necessárias na vida adulta. Ao brincar elas exercitam a comunicação e aprendem a diferença entre a brincadeira amigável e o bullying. Além disso, elas usam o corpo, se arriscam, resolvem problemas de forma criativa, controlam as emoções e respeitam as regras do jogo. Essas características desenvolvidas através do brincar são a semente do comportamento inovador tão importante atualmente. Brincar é o berço da inovação. Mais do que nunca, estamos carentes de tempo e espaços para brincar, não só na infância, mas na vida adulta também.
“Brincar desenvolve nossos músculos e habilidades sociais, fertiliza a atividade cerebral, aprofunda e regula as nossas emoções, nos faz perder a noção do tempo e proporciona um estado de equilíbrio.” (Stuart Brown-American Journal of Play)
3- Educar para sustentabilidade
Grandes desafios ambientais estão por vir. Por isso, não basta ensinar as crianças a reciclar o lixo, a economizar água e a cuidar do meio ambiente. Tudo isso é muito importante, mas é fundamental ajudá-las a formar uma mentalidade sustentável. Ou seja, uma maneira de ver o mundo em que todas as decisões e atitudes diárias tenham na sua essência a noção de durabilidade, de aproveitamento de recursos e de resíduos, de cooperação entre as pessoas, de senso de comunidade e de transparência nas relações. Conceitos como economia circular e consumo consciente devem ser ensinados desde cedo nas escolas.
Um ótimo exemplo é a proposta da Sandal Magna School na Inglaterra. Além de inserir no currículo escolar as noções de sustentabilidade, a escola oferece também um ambiente físico todo planejado de forma sustentável. Ela é considerada uma das escolas com maior eficiência de carbono na Inglaterra e recebeu o prêmio de arquitetura Riba Awards (The Royal Institute of British Architects, em inglês), um dos mais rigorosos e conceituados da Inglaterra.
4 -  Investir na primeira infância
Prevenção e intervenção precoce. Essas são as palavras-chave para evitarmos problemas futuros e formarmos cidadãos saudáveis e capazes de tomar decisões adequadas para a nossa sociedade. Por exemplo, uma criança que é diagnosticada precocemente com um transtorno no desenvolvimento pode ser tratada antes que suas dificuldades se cristalizem. Assim, ela terá muito mais chance de se tornar um adulto produtivo.
É fundamental a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de serviços médicos, psicológicos, educacionais e culturais de qualidade voltados para a primeira infância. Investimentos nesta fase podem gerar uma reação em cadeia que fomenta ganhos econômicos e de capital humano durante todo o ciclo de vida.
5 – Construir cidadania digital
“Cidadania Digital é o uso responsável e apropriado da tecnologia” (Mike Ribble-autor de “Raising a Digital Child”).
Cultura digital é um direito de todos, mas isso envolve responsabilidade. Portanto, as novas gerações precisam aprender a viver e a trabalhar nessa nova era de maneira ética e segura. É urgente a criação de programas escolares voltados para o uso adequado da tecnologia. Crianças e adolescentes precisam ter consciência dos riscos do universo digital e do impacto das informações publicadas na internet na vida deles.
Além disso, é importante que as novas gerações não só saibam utilizar as novas tecnologias, mas também conheçam a lógica dos computadores. Assim, estaremos formando cidadãos com mais autonomia digital e controle para criar ferramentas adequadas às necessidades do nosso mundo.
Está crescendo o número de iniciativas que incluem o ensino de programação nas escolas para promover a alfabetização digital.
Entender como funcionam os computadores transcende a área tecnológica e equipa a compreender o mundo em que estamos vivendo. Com cautela, é possível introduzir o mundo da programação através de uma linguagem lúdica e adequada às capacidades cognitivas das crianças.
O governo da Inglaterra, por exemplo, decretou que a partir de setembro de 2104 será obrigatório o ensino de programação em todas as escolas públicas do país para crianças e adolescentes de 5 a16 anos.
6 – Repensar o ambiente físico escolar
Que tipo de ambiente escolar favorece o desenvolvimento das habilidades para o século 21? Espaços amplos, versáteis e com móveis modulares estimulam a colaboração e a interação entre os estudantes e professores. Inovadores educacionais não usam mais a palavra “sala de aula” e sim “ambientes de aprendizagem” ou “estúdios de aprendizagem”. A mudança na arquitetura das escolas reflete a transformação do conceito de ensinar e aprender.
A existência de espaços individuais aconchegantes, chamados “caves”, favorecem a concentração nos momentos em que o aluno preferir aprender sozinho. O novo ambiente escolar oferece diversas formas de aprender.
Escolas como o Projeto Gente, no Rio de Janeiro, e a New Line Learning Academy, na Inglaterra, incorporaram essas mudanças físicas para atender as novas demandas de aprendizado.
7- Capacitar professores
Professores e educadores no mundo todo estão sendo cada vez mais desafiados. Eles se encontram na linha de frente da educação, tendo de lidar com um cotidiano escolar difícil, cansativo e pouco valorizado. E agora precisam ainda se adaptar às novas tecnologias e usá-las de forma sensata e integrada ao contexto de cada escola.
Mais do que nunca, os professores necessitam de programas de capacitação para incorporar as novas práticas no cotidiano escolar.
8 – Informar os adultos sobre a revolução na educação
Ainda há uma falta de informação significativa por parte dos adultos sobre a revolução que está acontecendo na educação ao redor do mundo. Profissionais de diversas áreas, mesmo muito qualificados, muitas vezes nunca ouviram falar nas mudanças pelas quais os sistemas escolares estão passando. Essa situação é preocupante, pois são os adultos que vão contribuir para que essas mudanças se consolidem. Campanhas e ações criativas serão muito bem vindas para informar os adultos sobre as novidades na área da educação.
9 – Proporcionar educação financeira aliada às emoções
Muitas pessoas chegam na vida adulta sem nenhum preparo para se organizar financeiramente. Isto porque faltou um ensino mais estruturado sobre gestão financeira nos anos escolares. Mais ainda, faltou considerar as emoções na hora de lidar com dinheiro.
Ensinar uma criança a planejar seus gastos, a ter metas financeiras, a economizar e a ficar longe de dívidas é fundamental. Mas junto com tudo isso é necessário ensiná-la também que sentimentos como empolgação excessiva, ansiedade, preocupação e culpa acompanham e influenciam diretamente cada decisão ligada ao dinheiro. Aprender a controlar esses sentimentos previne inúmeros problemas financeiros ao longo da vida.
10 – Criar programas educacionais com foco nas habilidades sócio emocionais
Muitas escolas já incorporam no seu dia a dia debates sobre empatia, colaboração e criatividade. Porém, ainda não há um foco no desenvolvimento das competências para o século 21. Os protagonistas escolares ainda são as matérias tradicionalmente avaliadas nos testes.
O ensino das habilidades socioemocionais deve acontecer de forma integrada ao currículo escolar. Ou seja, os professores podem aproveitar situações do cotidiano para abordar essas capacidades e ao mesmo tempo ensinar conceitos de física, matemática e português. O uso de projetos pode ser muito eficiente para integrar diversos aspectos ao redor de um único tema.
Pesquisas e iniciativas importantes em alguns países já comprovaram que estas habilidades melhoram o aprendizado e se tornam tão importantes quanto o conhecimento das matérias tradicionais.
Os Estados Unidos estão incluindo programas em larga escala que desenvolvem as capacidades não cognitivas nas escolas .
Por exemplo, o Institute for Social and Emotional Learning oferece programas para várias escolas ao redor do mundo.
É importante ressaltar que programas como estes precisam nascer a partir das necessidades de alunos e professores. Portanto, a participação deles na criação de novas formas de ensinar e de aprender é essencial.
Precisamos de uma mentalidade aberta para abraçarmos todas estas novidades e possibilidades. E de uma visão crítica para avaliarmos quais opções nos servem melhor.
Com o tempo toda esta diversidade de possibilidades de aprender, ensinar e trabalhar serão incorporadas em nosso dia a dia de forma mais natural.
E acredito que passados os tempos atuais de mares agitados e de tsunamis sociais, uma nova forma de navegar na vida trará mais serenidade a todos nós.
Quer entender mais sobre as competências para o século 21? Veja o infográfico abaixo feito pelo Playground da Inovação, empresa de consultoria de Inovação em Psicologia e Educação.
Playground da Inovação/Estúdio IUNI
Fonte: http://porvir.org/porpensar/10-maneiras-de-preparar-novas-geracoes-para-vida/20140613
video
A mediação entre crianças mais ou menos assim!!!! kkkk Faltaram as técnicas da mediação e a mediadora é muito impositiva, mas é muito bonitinho vê as crianças mediando os próprios conflitos.

Projeto Institucional: Mediação de Conflito

Objetivo geral
Melhorar as relações interpessoais e incentivar o diálogo para a resolução de conflitos.

Objetivos específicos
- Para os gestores Promover o diálogo e construir as regras coletivamente.
- Para os professores Discutir formas de intervenção e dar a autonomia aos alunos.
- Para os funcionários Compreender as práticas de mediação e atuar para validá-las.
- Para os alunos Refletir sobre a importância do respeito, da cooperação e da solidariedade e debater maneiras não violentas de reagir a situações diversas.

Tempo estimado
O ano todo.
Desenvolvimento
1ª etapa Apresentação
Prepare a comunidade para receber o projeto organizando palestras com psicólogos, juristas e educadores sobre direitos humanos, violência na sociedade e na escola e formas de intervenção diante dos conflitos.

2ª etapa Criação de equipe de apoio
Identifique as pessoas que mais se interessaram pelo tema e as convide para dar apoio ao projeto. O ideal é que a equipe tenha um representante de cada segmento. O comitê deverá se reunir uma vez por semana para fazer a supervisão e a avaliação.

3ª etapa Diagnóstico
A primeira ação do grupo é mapear o clima escolar considerando as seguintes questões: como é o processo de elaboração das regras? Qual a percepção de justiça dos alunos com relação à resolução dos problemas e às normas da instituição? Quais as principais causas das brigas? Como elas são solucionadas? Como é a relação da escola com a comunidade? Use questionários ou entrevistas com grupos focais para fazer o levantamento.

4ª etapa Definição das ações
Para que o projeto consiga resolver os conflitos de todas as naturezas, implemente as seguintes ações:
Mediação coletiva Momento no qual problemas coletivos são discutidos entre os interessados, com o acompanhamento de um professor ou gestor.
Sala de mediação Espaço onde as partes envolvidas conversam sob a coordenação do mediador e discutem possíveis soluções.
Alunos ajudantes Jovens assumem a função de integrar os novos colegas, identificar os que estão sendo excluídos pelo grupo e ajudar os que estão com algum tipo de problema interpessoal.
Professor tutor Faz intervenções individuais com o aluno que apresenta problema de comportamento, faltas ou dificuldades sociais.
O docente sugere a ele atividades que o levem a refletir sobre suas atitudes.

5ª etapa Escolha dos participantes
Os mediadores podem ser indicados ou eleitos pela própria equipe. Os professores podem ficar responsáveis por escolher os alunos; a coordenação pedagógica, os professores; e os gestores, os funcionários. O importante é ter claro que para assumir esse papel a pessoa deve ter liderança, contar com a confiança dos colegas e ser comunicativa e sociável.

6ª etapa Formação
A capacitação dos monitores pode ser feita por organizações não governamentais e universidades parceiras. Em estados como Ceará e Minas Gerais, o Ministério Público oferece formação na área. A orientação, contudo, fica a cargo da equipe de gestão. O curso deve ser dividido em módulos - formas de violência, sexualidade e igualdade de condições entre gêneros, concepções relativas à mediação, ética e legislação estão entre os possíveis temas.

7ª etapa Implantação
O projeto entra em vigor assim que a primeira turma se formar. Disponibilize uma sala para as mediações e organize um quadro com os horários em que os alunos ajudantes e os mediadores vão usá-la. Na porta, coloque um quadro com o nome e a série dos mediadores e um resumo de suas funções. Incentive a equipe de apoio a pensar em maneiras de divulgar o projeto em blogs, mural etc.

Avaliação
A equipe de apoio e os participantes devem discutir a eficiência das ações, os avanços e as alterações necessárias diante dos resultados. Alunos, professores e funcionários podem responder a um questionário sobre as mudanças no clima escolar e o próprio modo de agir. O registro das reuniões deve ser compartilhado com todos. É interessante que os membros da equipe se autoavaliem para refletir sobre o envolvimento com a proposta. No fim do ano, apresente os dados à comunidade e garanta a continuidade do projeto.

Consultoria Lívia Maria Silva Licciardi, doutoranda em Psicologia Educacional, Desenvolvimento Humano e Educação pela Unicamp.
Publicado em GESTAO ESCOLAR, Edição 027, Agosto/Setembro 2013.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Pratique a paz na escola, em casa e em qualquer lugar


Pratique a paz na escola, em casa e em qualquer lugar


PRATIQUE A PAZ
A Cultura da Paz se faz nas pequenas ações do cotidiano: no nosso jeito de nos comunicar com os outros, na nossa forma de lidar com conflitos e sentimentos como frustração e raiva, na nossa capacidade de reconhecer e valorizar as diferenças e de sermos tolerantes.
Cada um de nós pode ser um construtor da Paz. Cada um de nós pode influenciar com sua maneira de agir o grupo de pessoas que nos cercam a serem construtoras da Paz.
A vida exige de nós muitas ESCOLHAS. Você pode incluir, entre suas escolhas fundamentais, ser um Construtor da Paz. Ao fazer esta opção, você estará dando a sua vida e a seus relacionamentos mais qualidade e estará construindo uma sociedade mais saudável, em que os valores de não-violência predominem. Nossa mudança interior e a responsabilidade de cada um de nós por essa mudança é o caminho para uma Cultura de Paz verdadeira e duradoura.
Veja nas páginas seguintes as sugestões e dicas que preparamos para que você se junte a nós e aprimore a sua capacidade de ser pacífico.
É simples mas não é fácil. A Cultura da Paz é um trabalho para a vida toda.
Boa leitura!

RESPEITE AS REGRAS PARA CONVIVER BEM EM GRUPO
Você já imaginou como seria a vida em uma cidade sem regras? Pois é... para conseguirmos viver em grupo e em sociedade, precisamos de algumas regras que garantam o bem–estar individual e coletivo. Elas são referências para sabermos como agir nos diferentes contextos: família, escola, trabalho, trânsito, igreja, entre outros. Para que sejam valorizadas e respeitadas, é muito importante que sejam construídas de forma coletiva e democrática e, é claro, praticadas no dia-a-dia.
Quais são as regras que você considera mais importantes na sua casa? No seu trabalho? Na sua escola? Entre seus amigos e colegas? Na sua comunidade? Elas têm sido respeitadas por você e pelos demais?
SEJA RESPONSÁVEL PELAS SUAS ATITUDES
Nossas ações às vezes têm conseqüências indesejadas. Quem já não deu um esbarrão em alguém por estar distraído ou apressado? Quem já não disse coisas para um amigo que o deixaram mal e chateado? Muitas vezes agimos sem pensar nas possíveis conseqüências dos nossos atos. Aí aparece aquela vontade de se justificar e “tirar o corpo fora”. Muitos conflitos e agressões surgem de situações em que jogamos a culpa no outro. Que tal experimentar reconhecer com mais freqüência a nossa parcela de responsabilidade nas situações do cotidiano?
NÃO SEJA OMISSO
Chegou a hora de recordarmos o significado da palavra omissão. Para isto, que tal buscarmos alguns exemplos? (Lembre-se: Deixar passar a chance de ajudar alguém e não denunciar uma violência são formas de omissão).
Responda:
• Estudar ou trabalhar em um local sujo e não fazer nada em relação a isso. É ser omisso?
• Estar passando em frente a uma quadra de esportes e uma bola ser arremessada por cima do muro em sua direção. Arremessá-la de volta à quadra é ser omisso?
• Estar no terminal de ônibus, ver alguém precisando de uma informação e não oferecer ajuda. É ser omisso?
Coloque em prática uma ação contrária à omissão. Vale a pena tentar! Lembre-se que sua atitude sempre estará servindo de exemplo!

“ATAQUE” O PROBLEMA E NÃO AS PESSOAS
Imagine que você não fez algo que havia combinado com um amigo. Este amigo diz para você: “- Mas, também, eu não podia esperar outra coisa... você é uma porta de burro!”. Agora imagine o mesmo amigo falando de uma forma diferente: “- Se você não tinha entendido o que era para você fazer, por que não me perguntou?” Como você se sentiria em cada uma dessas duas situações? Qual é a diferença entre esses dois jeitos de falar? Quando criticamos as pessoas, agravamos os conflitos. Por outro lado, quando tratamos do problema sem “atacar” as pessoas, mantemos as portas da comunicação abertas e podemos encontrar soluções juntos.
CONVERSE PARA RESOLVER
Muitas vezes, quando estamos tendo um problema ou um conflito com uma pessoa, evitamos encontrar ou falar com ela para que a situação não se agrave. E isso resolve? NÃO! E pior: às vezes contribui para que o problema aumente, porque cada um fica no seu canto, pensando sobre o que o outro está pensando. Buscar restabelecer a comunicação e o diálogo é fundamental para que cada um possa dizer para o outro como vê o problema e tentar entender o ponto de vista do outro sobre a situação. Dessa forma, não é mais um contra o outro, mas os dois juntos, buscando possíveis soluções para o problema.
COMUNIQUE-SE DE FORMA CLARA
Lembre-se de discussões e bate-bocas que você já teve com amigos e pessoas da sua família. Que coisas contribuíram para que a discussão se agravasse? Cada um de vocês estava falando exatamente da mesma coisa? Cada um ficava tentando interpretar o que o outro queria dizer? Cada um estava mais preocupado em falar do que em entender o que os outros estavam falando? Estas são apenas algumas das coisas que atrapalham a nossa comunicação. Por esses e outros motivos, é importante que façamos o exercício de confirmar se aquilo que estamos entendendo é realmente aquilo que as pessoas querem nos dizer. Para tanto, podemos fazer perguntas e/ou repetir o que entendemos. Comunicar-se não significa apenas preocupar-se em falar, mas também verificar como aquilo que falamos foi compreendido e buscar corrigir os mal-entendidos que podem ter surgido no meio do caminho.
OUÇA COM ATENÇÃO
Quando estamos conversando, temos muita vontade de dizer o que pensamos e expressar nosso ponto de vista. Isso fica ainda mais “tentador” quando as pessoas com quem estamos conversando têm idéias diferentes das nossas. Nossa! Mal podemos esperar a hora de falar e, ao invés de ouvir o que o outro está falando, já estamos pensando no que vamos dizer em seguida. Que tal “desacelerar” e experimentar realmente ouvir o ponto de vista do outro, procurando entender o que ele quer dizer? Ouvir não significa ter que abrir mão de nossa própria opinião. Ouvir significa que podemos ser mais flexíveis e ver uma situação de um ponto de vista diferente do nosso.
CONVERSE AO INVÉS DE ACUSAR
Imagine que um amigo seu o deixou na mão. Que coisas a gente tende a dizer nesse tipo de situação? "Pô cara, você não tá nem aí com os outros, não é? Só se preocupa com você mesmo. Você vai ver só...". Quando não gostamos de algo que alguém fez conosco, nossa tendência é acusar, agredir, atacar. Que reação você acha que a outra pessoa vai ter? Provavelmente ela vai se sentir pressionada e acuada e vai tentar contra-atacar para se defender. Uma forma alternativa e mais positiva para lidar com esse tipo de situação é deixar a raiva passar um pouco e depois ir conversar com a pessoa, falar de como nos sentimos, de como a situação nos afetou e de como gostaríamos que a pessoa agisse da próxima vez. Você já experimentou fazer isso?
EVITE DAR SERMÕES
Quem gosta de ouvir um sermão quando chega tarde em casa? Quem gosta de ouvir pela milésima vez que deve ter mais responsabilidade? Quem gosta de ser repreendido por ter esquecido um compromisso? Como é que você tende a reagir quando alguém lhe dá um sermão? Se você também não gosta, evite fazer discurso sobre a falha dos outros. A reação de quem está se sentindo acusado é defender-se – não é reconhecer a falha. Que tal experimentar falar de como você se sentiu ao passar pela situação, do que gostaria que fosse diferente e ouvir o outro, ao invés de dar sermão? Essa atitude ajuda a outra pessoa a ficar menos na defensiva, a entender os seus sentimentos e a refletir sobre a situação.
ESTEJA ATENTO AO SEU JEITO DE FALAR
Quando falamos com as pessoas, muitas vezes não nos preocupamos muito com o nosso jeito de falar: xingamos, gritamos, somos irônicos, desrespeitamos, desmoralizamos. Outras vezes, nos preocupamos com as palavras que usamos, mas não percebemos coisas importantes no nosso jeito de falar: fazemos "caras e bocas" porque não gostamos da pessoa ou do que ela está nos dizendo, ou prestamos atenção em tudo o que acontece ao nosso redor menos no que a pessoa está nos dizendo, ou somos agressivos e arrogantes em nosso tom de voz. Apesar de muitas vezes nós mesmos não percebemos que estamos fazendo isso, as pessoas com quem estamos falando geralmente percebem, e isso pode gerar conflitos e atritos em nossos relacionamentos. Precisamos "nos desarmar" e estar atentos às coisas que dizemos - as palavras que usamos - mas também a tudo aquilo que fazemos com o nosso corpo ao dizer essas coisas: nosso tom de voz, nossos gestos, nossas expressões faciais, nossos comportamentos.
TRATE OS SENTIMENTOS COM RESPEITO
Você sente raiva, ciúmes, medo, tristeza, frustração, insegurança? Apesar de não gostarmos de ter todos esses tipos de sentimento, eles fazem parte da nossa natureza e podem ser muito úteis. O medo, por exemplo, nos deixa alertos e preparados para enfrentar ou escapar de perigos que possam nos fazer mal. Portanto, não devemos “fazer de conta” que eles não estão lá quando estão. Ao mesmo tempo, não precisamos descontá-los agredindo os outros. O mesmo vale para as outras pessoas: elas também têm sentimentos “negativos” e têm o direito de senti-los. Um filho, por exemplo, tem o direito de ficar com raiva dos pais quando esses não o deixam fazer algo que quer muito. Porém, ele não precisa agredi-los. Quando a raiva passar, uma boa coisa a se fazer é sentar e conversar sobre o que aconteceu.
APRENDA A LIDAR COM A RAIVA
Busque em sua memória algum momento, alguma situação, em que você ficou realmente com muita raiva. Pode ter sido na escola, em casa, na rua, no trabalho, com a família, talvez com alguém que tenha “pisado feio na bola” com você. Quando foi esse momento em que você ficou com raiva? Em situações como esta, como você reage: (a) como uma panela de pressão, engolindo sapo, e explodindo por dentro?; (b) sai dando tiro pra tudo quanto é lado, descontando no primeiro que aparece pela frente?; ou (c) você prefere transformar a sua raiva em sentimento de pena - pena de si mesmo, fazendo-se de vítima, chorando para alguém ou para si mesmo? E hoje, você já tratou dessa raiva ou ela ainda o(a) está machucando, deixando aquela dor em seu peito toda vez que você lembra dessa pessoa ou daquilo que aconteceu?

ESCOLHA UM BOM MOMENTO PARA “CONVERSAR PARA RESOLVER”
Se você já deu uma olhada nas dicas para uma boa comunicação, já deve ter percebido que às vezes uma simples atitude como “esperar a poeira baixar” e os ânimos se acalmarem pode fazer uma ENORME diferença na hora de lidar com um problema ou um conflito. Da mesma forma, cuidados com a escolha do local – de preferência um lugar reservado e longe dos olhares de “curiosos” – também ajudam as pessoas envolvidas em um conflito a conversar de forma mais aberta e menos defensiva.
BUSQUE SOLUÇÕES JUSTAS PARA OS CONFLITOS
Quando ouvimos a palavra “conflito”, a maioria de nós pensa em coisas negativas, como brigas, bate-boca, agressão física, guerras, insultos, entre outros. Entretanto, os conflitos em si não precisam ser negativos. Eles surgem como consequência da diferença de idéias, valores, opiniões, crenças, pontos de vista e escolhas entre as pessoas. Por que, então, sentimos que conflitos são ruins? O fato de um conflito ser construtivo ou destrutivo não depende tanto do conflito em si, mas sim da forma como lidamos com eles. Para que possamos utilizar nossos conflitos como uma oportunidade de crescimento, precisamos:
• Não olhar para a outra parte como inimiga.
• Trabalhar juntos para buscar uma solução.
• Buscar soluções em que todas as partes envolvidas saiam satisfeitas.
Para isso, eis algumas dicas para solucionar conflitos:
1) Identifique o problema;
2) Concentre-se no problema;
3) Ataque o problema, não as pessoas;
4) Escute com a mente aberta;
5) Trate o sentimento das pessoas com respeito;
6) Tenha responsabilidade pelos seus atos.

ENCONTRE SOLUÇÕES CRIATIVAS PARA OS PROBLEMAS
Diante de um apelido ou de uma provocação, muitas vezes podemos “deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro”. Podemos também experimentar lidar com as situações difíceis de forma mais “leve”, rir um pouco das situações e de nós mesmos. Que tal brincar mais, expressar nossas idéias de formas criativas e atrativas? Muitas vezes, com um simples sorriso conseguimos “desarmar” as pessoas.
RESPEITE AS DIFERENÇAS
O que é uma boa escola para você? E uma boa cidade para se morar? O que é ser um bom pai, uma boa mãe e um bom filho/a? O que significa ter sucesso na vida? Violência resolve? Se você fizer essas mesmas perguntas para outras pessoas, provavelmente vai ter algumas respostas parecidas com as suas e outras bem diferentes. Isso significa que algumas respostas estão mais "certas" do que outras? Na verdade, isso nos mostra que as pessoas acreditam e pensam de forma diferente umas das outras, porque tiveram experiências de vida diferentes. Entretanto, muitas vezes temos tanta certeza de que o nosso jeito de ver as coisas é o jeito CERTO, que acabamos discutindo ou brigando com as pessoas que têm pontos de vista diferentes dos nossos para defender a nossa verdade. Respeitar as diferenças não significa abrir mão de nosso próprio ponto de vista. Respeitar as diferenças significa ser flexível e buscar compreender pontos de vista e jeitos de ser diferentes dos nossos. Observe-se: como você tende a agir com pessoas que pensam ou são diferentes de você?
APRENDA A LIDAR COM A ‘PRESSÃO DA TURMA’
Cada um de nós faz parte de vários grupos: a nossa família, a turma do prédio ou do bairro, os amigos da escola ou do futebol, os colegas de trabalho, as amigas do inglês. Cada um desses grupos tem o seu próprio jeito de funcionar e as suas “exigências” para que sejamos “bem-vindos”. Ao mesmo tempo, cada um de nós tem o seu próprio jeito de funcionar, que também precisa ser respeitado. Saber lidar com a “pressão da turma” significa poder dizer “não” ou “sim” ao que os grupos dos quais fazemos parte desejam de nós, respeitando o que realmente queremos, de maneira clara, direta e sem usar da violência.
ARRISQUE-SE A FAZER DIFERENTE
Conversar ao invés de discutir ou bater. Ouvir ao invés de falar sem parar. Contar até mil para se acalmar ao invés de xingar. Para a maioria de nós, viver valores de Paz implica mudanças de valores, crenças, formas de sentir e perceber, atitudes, posturas... enfim, mudanças no nosso jeito de ser. Muitas vezes desejamos essas mudanças porque não gostamos de “perder as estribeiras” nem de fazer coisas que magoam as pessoas que amamos. Acreditamos que podemos nos tornar pessoas ainda melhores do que já somos ou sentimos que precisamos mudar porque o nosso jeito atual de ser nos faz mal.
Mudar não é uma coisa que a gente faz do dia para a noite. Para uma pessoa que está acostumada a bater para resolver, por exemplo, xingar ao invés de bater pode ser um avanço, gritar ao invés de xingar pode ser outro e ter vontade de gritar e conseguir não gritar é mais um passo em direção ao grande objetivo, que pode ser “conversar para resolver”. Mudar exige muita coragem, determinação e esforço. O que você tem vontade de mudar ou acha que pode mudar no seu jeito de ser para contribuir ainda mais para a Construção de uma Cultura da Paz?

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O que é uma assembleia

                         
É na escola, ao relacionar-se com seus pares e com os adultos que lhes são referência, que os alunos iniciam de forma sistemática, num âmbito social e não mais familiar, sua formação quanto aos valores e atitudes de uma sociedade democrática. É tarefa da escola ensinar saberes que se relacionam ao conhecimento, ao respeito e à prática de valores e atitudes que regulam as relações entre pessoas e grupos. Por isso a importância da presença de práticas que tornem a escola um ambiente em que os valores são vivenciados.
As assembléias de classe se constituem então numa dessas práticas. Ela passa a ser um espaço instituído para que questões de nossa convivência diária possam ser discutidas por todos, numa perspectiva de solução de problemas.
O que é uma assembléia? Como é seu funcionamento? Quais temas podem ser tratados?
Essas questões foram discutidas pelos alunos dos 7os anos e o funcionamento da assembléia já foi acordado. Em cada classe, temos dois envelopes. Num, colocamos assuntos, situações que merecem ser elogiadas pelo grupo; no outro, os temas que merecem ser discutidos e que serão possíveis pautas de discussão em assembléia.
Nosso primeiro tema já foi escolhido: por que as senhas dos armários estão sendo descobertas e espalhadas para os outros? Quais são as conseqüências dessa atitude?
Leiam a seguir o que os 7os anos discutiram sobre o que é assembléia e qual sua função.
O QUE É UMA ASSEMBLÉIA?
* Assembléia é um encontro em que as pessoas fazem um círculo para que todos se vejam e todos discutem as principais idéias.
* Assembléia é uma reunião que fazemos para resolver nossos problemas civilizadamente.
* A assembléia pode ser dividida em três partes: a introdução sobre o tema, a discussão de tal problema e a conclusão com a resolução dos problemas.
* Em uma assembléia, um grupo de pessoas discute um assunto.
* É um jeito mais agradável de resolver problemas.
* É o momento ideal para conversar sobre coisas ruins que ocorreram e que não foram discutidas ainda.
* É uma discussão pública, discute o coletivo.
* É quando temos um mal-entendido e nossos amigos ajudam a resolvê-lo.
* Toda a classe discute sobre os problemas que ocorrem em sala. Todos podem falar. A professora ajuda os alunos a se organizarem.
* É um lugar onde podemos fazer a escola ter um ambiente bom.
O QUE FAZEMOS NUMA ASSEMBLÉIA?
* Na assembléia, comentamos coisas que nos incomodam ou coisas que acontecem.
* Na assembléia, nós discutimos em grupo.
* Numa assembléia, todas as pessoas argumentam, comentam determinado assunto e dão uma solução a ele.
* Na assembléia, nós discutimos coisas importantes que aconteceram na sala de aula durante a semana.
* Discutimos problemas, trocamos idéias e solucionamos os problemas.
* Nas assembléias, nós nos reunimos para discutir um assunto que está causando problemas.
* Fazemos assembléia quando acontece algo de que as pessoas não gostam e, para resolvê-lo, fazemos uma discussão.
* Podemos sugerir algumas coisas para melhorar nosso cotidiano.
* O assunto, geralmente, é sobre algum conflito.
* Falamos coisas do dia-a-dia.
* Tentamos resolver os problemas levantados.
* Em uma assembléia podemos discutir problemas ou coisas boas que aconteceram.
* Escutamos várias opiniões diferentes.
* Na assembléia, cada um fala na sua vez.
COMO SE ORGANIZA UMA ASSEMBLÉIA?
* Todos têm a chance de falar. Cada um levanta a mão para fazer sua colocação.
* Na maioria das vezes, quando acaba um assunto é porque chegamos a um acordo.
* Todos que estão presentes na assembléia têm o direito de falar.
* No final, existe sempre uma solução para os problemas tratados.
* Ouvimos a opinião dos outros.
* Precisa-se da presença de todos. Precisa-se de diferentes pontos de vista e de organização.
* Sentamos em círculo para nos vermos e discutirmos melhor.
fonte: http://www.escolamobile.com.br/o-que-e-uma-assembleia/

sábado, 11 de agosto de 2012

Projeto


 
PROJETO MEDIAÇÃO DE CONFLITO: 
DO DIÁLOGO À CIDADANIA

O presente projeto interventivo surgiu inicialmente da inquietação de um grupo de sete orientadoras educacionais da Coordenação Regional de Ensino do Gama ao perceberem em suas escolas, que a falta de uma metodologia comum de resolução de conflitos gerava um excesso de encaminhamentos e sanções dadas aos alunos que demonstravam comportamentos de indisciplina, desrespeito, agressividade, violência, etc.
Percebeu-se que era necessário discutir com os professores, equipe diretiva, pais e comunidade escolar sobre técnicas de mediação de conflito, baseados no diálogo, com a finalidade de não só melhorar a convivência escolar, mas também potencializar a construção de uma sociedade que conviva em uma cultura de paz.
A mediação de conflito surgiu como uma possibilidade interventiva no curso Juventude Diversidade e Convivência Escolar, oferecido aos servidores da SEE-DF no ano de 2009. Contudo, as técnicas utilizadas, foram elaboradas pelo grupo  a partir de suas interpretações dos referenciais e da compreensão de sua ação educativa no contexto escolar.
Devido especificidades no serviço de cada orientadora, que atendiam desde educação infantil ao ensino médio, o grupo sentiu necessidade de subdividir-se por modalidade para uma atuação mais eficaz e um planejamento mais adequado para o seu público-alvo.
As atividades descritas neste blog referem-se aos atendimentos em mediação de conflito realizadas nas Escola Classe 09 e Escola Classe 22 do Gama situadas no Distrito Federal.
Essas escolas atendem da educação infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental de 9 anos.


 OBJETIVO GERAL


       Propiciar aos alunos, professores e gestores das escolas participantes do projeto subsídios para que possam atuar como mediadores em situações de conflito, visando uma transformação positiva nas relações vivenciadas no cotidiano escolar.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Ø Reconhecer a escola como espaço legítimo de diálogo, cooperação mútua, de entendimento e como instrumento de transformação nas relações;
Ø Discutir o conceito de mediação e intervenção de conflitos, salientando a importância dos valores éticos para a valorização da paz;
Ø Identificar lideranças estudantis que tenham interesse em se tornarem agentes da paz (mediadores de conflito);
Ø Apresentar as assembléias de classe como meio de transformar o conflito em espaço de aprendizagem (biopsicossocial).


METODOLOGIA


         Participaram desta pesquisa-ação os estudantes, professores, equipe diretiva e comunidade escolar. Inicialmente foi realizado um breve diagnóstico nas escolas que participariam do projeto.
Buscando evidenciar a visão sobre conflito e violência, assim como quais as ações interventivas frente a situações conflituosas que surgiam no dia a dia, foram aplicados questionários, analisados os registros dos livros de ocorrência e atas do SOE.
       A partir desta leitura da realidade o grupo optou inicialmente por atuar coletivamente constituindo-se como grupo de estudo permanente para aprofundamento teórico e  metodológico com planejamento e avaliação continuada das ações.
       Foram planejadas para o ano de 2012 as seguintes etapas:
·       Formação entre os alunos do 4º ano e 5º ano para se tornarem multiplicadores do projeto com o título de agente da paz ou mediadores de conflito;
·       Realização das Assembleias de Classe nas turmas em formação;
·       Seleção entre os alunos formados daqueles que apresentam o perfil para mediação de conflito;
·       Apresentação do projeto aos professores de 1º e 2º anos;
·       Realização de pelo menos uma oficina sobre o tema com os pais dos alunos envolvidos no projeto;
·       Oficinas para os alunos de 1º e 2º anos realizadas pelos agentes da paz formados;
·       Avaliação das atividades desenvolvidas.
         Pretende-se aplicar o projeto em todas as séries gradativamente. No entanto, neste ano de 2012 serão realizadas a formação dos agentes da paz e as oficinas em todas as turmas de 1º e 2º anos. Essas oficinas serão supervisionadas pelo Serviço de Orientação Educacional. 

         Os materiais básicos para a realização das oficinas foram:

Livros:
·       Bonzinho, mas nem tanto da coleção Descobrindo Valores;
·        Nós de Eva Furnari;
·       Eles que não se amavam de Celso Sisto;
·       O livro dos sentimentos de Todd Parr;
·       O danado do medo de Nana Toledo Ed. Casa dos Sentimentos;
·       Quando fico triste de Nana Toledo Ed. Casa dos Sentimentos;
·       Livro Fiquei Zangada de Nana Toledo Ed. Casa dos Sentimentos;
·       Livro Sinto Raiva de Brian Moses (minhas emoções) da Ed. Scipione;
·       Esta é Silvia;
·       Assembléia dos Bichos – Nivaldo T. Manzano – Ed. Embrapa.

Atividade e dinâmicas:

Ø  quadro dos sentimentos (diário e semanal);
Ø  Figuras (animais) e palavras (sentimentos);
Ø  Boneca de pano (Mel);
Ø  Cartazes sobre Os Nós;
Ø  Power-point com as histórias;
Ø  Jogos e dinâmicas sobre convivência escolar.      
Ø  Dinamica do Tubarão;

Observação: O planejamento e execução das atividades e dinâmicas estão descritos mais detalhadamente no marcador atividades práticas deste blog.


RESULTADOS E DISCUSSÃO


Espera-se no decorrer da realização do projeto obter:

*    Maior conscientização dos alunos sobre os seus sentimentos;
*    Melhora no comportamento;
*    Apropriação dos termos e técnicas em mediação de conflitos pelos alunos;
*    Interesse dos alunos pelo tema e demonstração de vontade de serem mediadores de conflitos;
*   Diminuição nos índices violência (agressões físicas e verbais) entre os alunos.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 
BELEZA, Flávia. Mediação (no contexto) Escolar. Curso Juventude, Diversidade e Convivência Escolar. 2009.

MULLER, Jean-Marie. Não-Violencia na Educação. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo:Palas Athena, 2006. 

CALLADO, C.V. Educação para a paz: promovendo valores humanos na escola através da educação física e dos jogos cooperativos. Santos/SP: Editora Projeto Cooperação Ltda, 2004.

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Indisciplina e Disciplina Escolar: Fundamentos para o Trabalho Docente. Coleção Docência em Formação. Série Problemáticas Transversais, São Paulo, Cortez, 2009.